Sono ruim está associado a hábitos alimentares, tempo de tela e obesidade em crianças

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Sono ruim está associado a hábitos alimentares, tempo de tela e obesidade em crianças

A Academia Americana de Medicina do Sono recomenda que a duração do sono seja de pelo menos 9 horas para crianças e 8 horas para adolescentes; aqueles que dormem menos que as horas recomendadas foram classificadas como tendo duração insuficiente de sono.
A duração insuficiente do sono é comum entre as crianças em idade escolar porque se considera que quase 69% e 58% das crianças e adolescentes dos Estados Unidos dormem, respectivamente, o tempo ideal (pelo menos 8 ou 9 h / d) nas noites escolares. Uma revisão de estudos que incluiu dados de 20 países mostrou que, no século passado, a duração do sono foi reduzida em mais de 1 hora entre crianças e adolescentes. Sono de qualidade é um fator significativo que contribui para a regulação de procedimentos hormonais e metabólicos em crianças. O sono insuficiente está relacionado a resultados adversos em vários aspectos da saúde dos adolescentes, incluindo saúde física e mental e sucesso acadêmico. Além disso, a duração insuficiente do sono está associada a vários fatores de risco cardiometabólico em crianças e adolescentes, como dislipidemia, homeostase da glicose e aumento da pressão arterial.
Pesquisa realizada em 2015 com 177.091 crianças (51% meninos) com idades entre 8 e 17 anos considerou hábitos alimentares, as horas de sono (dias da semana e fins de semana), o estado de atividade física e as atividades sedentárias das crianças. Por meio de questionários eletrônicos preenchidos na escola com a assistência de professores o resultado foi relatos de duração de sono insuficiente. Mas percebeu-se que esse problema foi associado a hábitos alimentares nada ruins, como pular o café da manhã, consumo de fast food e de doces regularmente. Também foi constatado aumento do tempo de tela (celulares, videogames, tablets, computadores, televisão) e excesso de peso / obesidade. Ou seja, a duração insuficiente do sono está diretamente associada a um perfil de estilo de vida pouco saudável entre crianças e adolescentes.
Ao longo do último meio século, a prevalência da obesidade infantil atingiu níveis alarmantes e considera-se que foi aumentada em paralelo com uma privação de sono parcial crônica. Estudos recentes de revisão e meta-análises concluíram que a curta duração do sono está associada ao aumento do risco de obesidade em crianças e adolescentes. Além disso, um estudo entre participantes gregos de 10 a 12 anos mostrou que a composição corporal das crianças foi parcialmente mediada pelo consumo de bebidas açucaradas, atividade física e duração do sono. O tempo de tela foi considerado relacionado à menor duração do sono. Parece que o declínio na duração do sono de crianças e adolescentes no último século pode ser parcialmente atribuído ao aumento no tempo total de tela. O comportamento alimentar é um caminho comportamental crucial que pode aumentar o risco de obesidade e potencialmente ser influenciado pela duração do sono. Foi proposto que a duração insuficiente do sono estava associada a comportamentos alimentares não saudáveis.

Fonte:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/m/pubmed/30353810/?fbclid=IwAR1OM01iFBRd7a-VsQDjgNLYZEmVLL9Q-GfHjoKpmvKvx2lDmcKGneYNuBE#fft

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